sexta-feira, 25 de setembro de 2015


MEU ESQUELETO RUMBEIRO

Devolva-me a costela, meu 
esqueleto rumbeiro, meu fêmur 
banhado a ouro, os meus
rupestres requebros;

uns poucos ossos dispersos
na língua de uns tantos perros
vira-latas ou domésticos, meu 

crânio de australopiteco.

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