sábado, 4 de junho de 2011


0 x 0

Convém não ignorar
do zero a seara; não
ignorar a miríade do
algarismo absoluto

em seu nexo e em sua
dinâmica; o zero como
extensão ou mera
figuração: zero em

metáforas de coisa
alguma espaçada
no tempo espesso, em
cidades sitiadas,


estádios onde o zero
a zero preenche vazios:
goleadas as mais
dialógicas quando

o zero, ao falar, rechaça
sua condição de nada a
declarar (e se declara).