terça-feira, 27 de julho de 2010


METÁFORA MARÍTIMA DO SER


Não sei se embaçada (embevecida)
a ação do visionário em seu labor.
O mar se faz ao mar: chamai de ímã
o prélio entre a metáfora e o grão

de areia nesta cela que é contígua
ao cárcere que encerra vosso chão
- fadada deserção de afãs e cais -
enquanto faço minhas instruções

que apreendi furtando em vossos sais
o corolário ilógico: colar
de olhares e mergulhos: vão dever

de se fazer ao mar: o mar se vê
nos flashes embaçados do homem ao mar:
metáfora marítima do ser.

quarta-feira, 21 de julho de 2010


PROFICIÊNCIA

Não são meus os universos
baratos e eficientes.

Não sou de puro e
simplesmente oficiar, há
quem me entenda?

Nem tipo assim: de
funcionar por funcionar,
proficiência?

Não hei funções: o
funcionar por funcionar,
clique ou
claquete.

sexta-feira, 2 de julho de 2010


CESARIANAS


Mestres parturientes
(professores doidivanas)
sonham cesarianas,

lição de imagens, gaio
o elo que em si

penetram (sentem-se
penetrados). Quando de
suas eras

surgem compenetrados
sinto o conluio, láureas
como se linhas mestras:

inacessíveis faíscas,
símbolo atrofiado quando
de seus tesouros: sóbrios
e ameaçados.