terça-feira, 18 de maio de 2010


SONETO DO MAL

 

O mal, contudo, o mal é superfície,
espécie em extinção, o mal é tudo
aquilo que nos livra deste agudo
desejo de dar formas às benesses
 

engaioladas na intimidade
do ser além da forma: alimária
que nos corrói por dentro qual malária
a espera de um antídoto: deidade
 

deitada fora das nossas ideias
(é o que conferiria identidade
a isso que chamamos de matéria?).
 

Despido de essencial verdade,
o mal (essencialmente consciência)
é humanidade prenhe de existência.


 

quarta-feira, 5 de maio de 2010


REPAGINAÇÃO

Vem,
muda os cheiros,
tisna o cisne de
juras e argila,

repagina o cogito:
cogita.