quinta-feira, 19 de novembro de 2009


AGENDA

Começamos sepultando-nos: projetos
deteriorados na escumalha que lavoura
a terra que soterra-nos: conluio
do universo e seu quinhão: o nosso sujo

pedaço rés-do-chão que já não tocas.

A corja a me exigir o magro alforje
onde moedas são chagas que dão forma
a comas e hematomas em farândolas

qual ceias pela mesa das derrotas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009


ÓTIMO

A recíproca é uma
arma de grosso calibre
aos simples de coração
e aos puros e
plurilingues.

Assim miramos um ao
outro: virados, o transe
da mesma convulsiva
crise

se o ótimo miasma
nos atinge.

sábado, 7 de novembro de 2009


A CANDELÁRIA

Trancada na nave (a chave
perdida) protesto e pratico
o amor altruísta.

Meu lado é o de dentro
(Madre Teresinha) mas choro
a hecatombe (mambembe

chacina) que abala os pilares
e os móveis da ermida.