sábado, 31 de outubro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009


MATRIARCADO

Munir-me: imagens:
velhas corocas (senis
matronas), ter na
objetiva

a pitonisa geradora
de respostas, mostras
e amostras de um
tempo

que se aparta da linha
e se transforma

antes de retornar ao seu
estado de Górgona.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009


REVISIONISMO


Era só banzo,
só embaraço (os bastidores
de um cadafalso). Farsas

esparsas os meus esgares:
mares tão rasos, fases sem
hora, o tigre e o anho a se

estranharem (já não se
estranham). Se troco em miúdos
tudo era manha,


mero dilúvio sem chão
ou líquido,
banzé sem fim,
meio ou princípio.


UNÇÃO DOS ENFERMOS


Larguei o osso
(lições de vida), unções extremam
esta notícia:

os sacerdotes amontoados (também
as bruxas, mães e papisas)

e eu untado de
vil saliva (talvez a sua,
talvez a minha).

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


FILOSOFIA ORIENTAL

"Que dizes de ti mesmo?"

(João, I, 22)

“O fulcro
(alicerce em vulgo)
é saber-me ancho
(mero exu que se

ache?) nas cores
da escória”, diz o
cafajeste (módica
oratória).

quarta-feira, 7 de outubro de 2009


MERCEDES SOSA

Não és um rim que fenece
ou folclorismos sem cores
nestes informes sem forma.

És uma voz que não some,
és uma fuga sem nome, as
desavenças da alma que

avança, ama e se embrenha
nas faculdades da terra
(mais
que a película apenas).